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Como aprender acordes de violão rápido

Decorar o desenho de um acorde leva um dia. Trocar para ele no tempo pede um tipo específico de treino. Aqui está a ordem para aprender e um plano que funciona com 15 minutos por dia.

Pela equipe editorial do TuneKite6 min de leitura

Em resumo

  • Comece por Em, Am, C, G, D e E. Eles cobrem uma fatia enorme da música popular; deixe o F para a quarta semana.
  • Treine as trocas, não os desenhos: conte quantas trocas limpas você faz entre dois acordes em um minuto.
  • Quinze minutos por dia valem mais que duas horas no domingo. Os calos nas pontas dos dedos levam umas duas a quatro semanas.
Nesta página
  1. Quais acordes aprender primeiro
  2. Ajuste a mão uma vez, do jeito certo
  3. A velocidade vem das trocas, não dos desenhos
  4. Um plano de quatro semanas, 15 minutos por dia
  5. Problemas comuns e soluções rápidas
  6. O que aprender depois
  7. Perguntas frequentes

Quais acordes aprender primeiro

Os acordes abertos usam as cordas soltas e ficam no começo do braço, então pedem menos força. Aprenda nesta ordem: Mi menor e Lá menor usam só dois ou três dedos; Dó e Sol ensinam a abrir a mão pelo braço; Ré e Mi completam o conjunto. Com esses seis você toca nos tons de Sol, Dó e Ré, que é onde está a maior parte do material para iniciantes.

Os seis primeiros acordes: Em, Am, C, G, D e E

Cada um deles tem página própria na biblioteca de acordes de violão, com outros dedilhados e o som. Toque num acorde na página de Em ou na página de G para ouvir aonde você quer chegar. Se os diagramas são novidade, leia antes como ler diagramas de acordes.

Ajuste a mão uma vez, do jeito certo

  • Pontas dos dedos, dedos arqueados. Aperte com a pontinha de cada dedo, com as juntas dobradas, para o dedo não encostar na corda vizinha. Unhas curtas na mão que faz os acordes não são opcionais.
  • Perto do traste. Aperte logo atrás do traste, e não no meio da casa. Ali você precisa de bem menos força e a nota trasteja menos.
  • Polegar atrás do braço. Nos acordes abertos, deixe o polegar mais ou menos atrás do dedo médio, baixo o bastante para a palma não encostar no braço.
  • Relaxe. Aperte só o necessário para a nota sair limpa, e depois um pouco menos. Tensão deixa toda troca mais lenta.

A velocidade vem das trocas, não dos desenhos

A maioria dos iniciantes consegue segurar um Sol depois de poucos dias. O problema é ir do Dó para o Sol sem buraco. Então treine o próprio movimento, em pares de acordes, com um jeito claro de medir o progresso.

O exercício de trocas de um minuto

  1. Escolha dois acordes, por exemplo C e G.
  2. Marque 60 segundos no cronômetro. Troque entre os dois acordes o máximo de vezes que conseguir, com uma batida em cada. Conte cada chegada limpa.
  3. Anote o número. Muita gente começa em torno de 10–15 e chega a 30 em umas duas semanas.
  4. Faça dois ou três pares por dia, sempre incluindo o par que você acha mais difícil.

Ter um número transforma o treino num jogo que dá para ganhar, e mostra progresso nos dias em que parece que não tem nenhum. Mova todos os dedos juntos, como um desenho só, em vez de colocar um de cada vez; no começo parece mais lento, mas depois de uma semana fica muito mais rápido.

Use dedos-guia

Procure dedos que ficam parados ou deslizam pela mesma corda entre dois acordes. Mantê-los em contato dá à mão um ponto de referência e corta a troca pela metade.

TrocaO que fica
C ↔ AmIndicador (corda Si, 1ª casa) e médio (corda Ré, 2ª casa) ficam no lugar. Só o anelar se mexe, da corda Lá para a corda Sol.
G ↔ EmFaça o G com o indicador na corda Lá, 2ª casa. Esse dedo fica para o Em; o médio vai para a corda Ré.
D ↔ AFaça o A com indicador, médio e anelar na 2ª casa das cordas Ré, Sol e Si. O anelar então desliza pela corda Si entre a 3ª casa (D) e a 2ª casa (A).
E ↔ AmO mesmo desenho: desça os três dedos uma corda (na direção do chão).

Depois, entre no tempo

Quando um par estiver fluindo, ligue o metrônomo em 60 BPM e faça quatro batidas por acorde, trocando no tempo 1. Quando ficar fácil, troque a cada dois tempos e depois a cada tempo. Só suba 5 BPM depois de três minutos limpos. Manter o tempo enquanto troca é o que faz os acordes soarem como música, e não como uma sequência de desenhos. Os atalhos de 60 BPM e 80 BPM são bons pontos de partida.

Treine as trocas com o metrônomoClique constante com acento no tempo 1, tap tempo, subdivisões e swing.

Um plano de quatro semanas, 15 minutos por dia

Cada sessão: 2 minutos revisando acordes antigos, 6 minutos de exercícios de um minuto, 5 minutos de trocas com o metrônomo e 2 minutos de batida livre numa progressão de acordes. Sessões curtas e diárias funcionam melhor que longas e semanais, porque a memória dos dedos se forma no descanso entre elas.

SemanaAcordes novosMeta para o fim da semana
1Em, Am, CNotas limpas em todas as cordas; 20 trocas por minuto entre Em e Am.
2G, D, EC ↔ G e G ↔ D com quatro tempos por acorde, a 60 BPM.
3A, Dm, G7Um loop de quatro acordes, G – D – Em – C, com dois tempos por acorde.
4F (mini), Cmaj7, Fmaj7Um F pequeno em quatro cordas; qualquer troca do seu repertório a 80 BPM.

As pontas dos dedos vão doer na primeira ou nas duas primeiras semanas. É a pele engrossando e virando calo, e passa; sessões curtas e frequentes formam o calo mais rápido que sessões longas. Dor aguda no pulso ou na articulação do polegar é outra coisa: pare, afrouxe a pegada e peça para baixar a ação do violão se as cordas estiverem muito altas em relação aos trastes.

Problemas comuns e soluções rápidas

  • Uma corda trasteja: leve o dedo mais para perto do traste ou aperte um pouco mais com a ponta.
  • Uma corda não soa: um dedo vizinho está encostando nela. Arqueie mais esse dedo e traga o pulso um pouco para a frente, por baixo do braço.
  • Soam cordas erradas: olhe os X. O C começa na corda Lá, o D na corda Ré; mire a batida.
  • A troca atrasa: levante menos os dedos. Deixe-os pairando a poucos milímetros das cordas em vez de voarem para longe do braço.
  • Tudo soa meio desafinado: confira a afinação antes de culpar as mãos; veja como afinar violão.

O que aprender depois

Depois dos acordes abertos, aprenda o F e o Si menor com pestana inteira; o guia de acordes com pestana tem um caminho suave. Se quiser tocar em tons que os desenhos abertos não alcançam, o capotraste deixa você manter os desenhos que já conhece: veja como usar o capotraste. E para entender por que Sol, Dó e Ré soam bem juntos, o círculo das quintas explica quais acordes pertencem a cada tom.

Perguntas frequentes

Quais são os acordes de violão mais fáceis para começar?

Mi menor e Lá menor usam só dois ou três dedos e nenhuma abertura. Depois vêm Dó, Sol, Ré e Mi. Juntos, esses seis acordes cobrem os tons em que a maioria dos iniciantes toca.

Quanto tempo leva para aprender os acordes de violão?

Com 15 minutos por dia, a maioria das pessoas consegue tocar os seis acordes abertos e trocar entre eles no tempo, num andamento lento, em quatro a seis semanas. Trocas suaves e rápidas levam alguns meses.

Quantos acordes eu preciso saber?

Seis a oito acordes abertos e dois desenhos com pestana bastam para acompanhar uma parte enorme da música popular. Aprenda mais conforme as músicas pedirem.

Por que as pontas dos dedos doem quando toco acordes?

A pele ainda não está acostumada com a pressão. Os calos se formam em umas duas a quatro semanas de treino diário. Faça sessões curtas e pare se sentir uma dor aguda, e não só um incômodo.

Devo aprender primeiro acordes ou escalas?

Acordes. Eles deixam você tocar músicas inteiras já na primeira semana, o que mantém a motivação para treinar. As escalas ajudam depois, para melodias e solos.